"Os corpos são hieróglifos sensíveis"
Octávio Paz
Em suspensão e ainda assim esmaga-me os ossos, expelindo por entre os poros o que de mim deve esvair. Chega sorrateiro o não dito. Deixando-me nua, no estado eu – pele, eu – fragmento. E de não dizível nunca se reveste de palavras, mas do rastro sensorial. Como num sopro leve e gélido na nuca, capaz de petrificar o corpo enquanto dele se deslocam sensações in-pensáveis, mostrando que o dinamismo do corpo não vem dele em si, carcaça moribunda que caminha para a decomposição, mas do que existe Acima dele e que perdura em sua ausência, embora apreenda-se por ele: instrumento inóspito e inútil se não captar o éter, o que pulsiona a fruição de viver.
domingo, 8 de agosto de 2010
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